Depressão na Gravidez – Porque Mais Mulheres Estão Desenvolvendo esse Distúrbio

Depressão na Gravidez - Porque Mais Mulheres estão Desenvolvendo esse Distúrbio

Hoje em dia, a depressão está se tornando uma doença bastante recorrente em nossa sociedade, e são diversas as causas apontadas pelos especialistas. E, diferente da crença popular que diz que a gravidez é um período de felicidade completa para a mulher, a depressão também pode atingir uma gestante. É a famosa depressão na gravidez.

Mas o que é depressão?

A depressão é uma doença caracterizada por um distúrbio que manifesta alguns sintomas, como tristeza profunda, falta de apetite ou apetite compulsivo, falta de prazer e oscilações constantes de humor. A falta de atenção também pode fazer parte do quadro de depressão.

Como sendo considerada uma doença perigosa, é necessário um acompanhamento médico tanto para o diagnóstico e causas subjacentes, quanto para o tratamento do distúrbio. De modo que ela é uma doença tratável, o paciente poderá ser curado se seguir à risca as recomendações médicas.

De acordo com especialistas, a depressão é a principal causa de incapacidade em todo o mundo já que ela interfere no funcionamento, nas capacidades e no bem-estar de uma pessoa.

O número de gestantes com depressão na gravidez vem aumentando de maneira significativa

Os números vêm crescendo de forma alarmante e a depressão na gravidez se tornou uma preocupação.

Só para se ter uma ideia, atualmente, mulheres jovens em período de gravidez estão 50% mais susceptíveis a essa doença.

Isto é, comparado às mulheres em pré-natal de outras épocas, como por exemplo nos anos 90, as jovens de hoje em dia estão mais vulneráveis à depressão e seus sintomas podem se manifestar durante a gestação.

Uma nova pesquisa realizada por estudiosos no Reino Unido constatou que mulheres jovens dessa atual geração são 51% mais propensas a apresentar depressão pré-natal do que suas mães nos anos 90.

Alguns pesquisadores da Universidade de Bristol fizeram uma comparação com cerca de 2.390 mães cujo os períodos de gestação foram no início dos anos 90. Essa comparação foi feita com 180 mães da geração atual. Essas 180 mães eram filhas das mães pesquisadas das gerações anteriores.

Ambos os conjuntos de mães (gerações anteriores e atuais) tinham uma idade média de 22 ou 23 anos.

Da geração mais velha, entre as 2.390 mães, cerca de 408 delas, equivalente a 17%, obtiveram altas pontuações nos testes de triagem associados à depressão. Quando comparado com a geração atual, os resultados mostraram que das 180 mães, 45 delas (25%) da geração atual tiveram quadros de depressão. Isso mostra que das gerações antigas à atual, houve um aumento de 51%.

Os pesquisadores dizem que um aumento na prevalência de depressão pré-natal representa uma preocupação significativa de saúde pública com implicações para as gerações atuais e futuras.

Por que gestantes estão mais propensas à depressão na gravidez?

Embora a gestação seja um dos momentos mais especiais na vida de uma mulher, o período gestacional também pode ser o mais intenso sob todos os pontos de vista: mudanças hormonais que geram oscilações emocionais e biológicas.

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Essas mudanças hormonais e todas as expectativas geradas pela gravidez poderão causar oscilações de humor.

Então, começam as crises de tristeza causadas pela sensibilidade intensa.

Até então está tudo normal. No entanto, quando essa sensibilidade alcança um nível acima do comum, a depressão pode se manifestar.

Causas da depressão na gravidez

Existem algumas causas específicas para a depressão no período gestacional.

Por exemplo, mulheres com histórico de depressão apresentam mais chances de manifestar a doença.

Outras causas subjacentes da depressão durante a gestação podem estar envolvidas com problemas no casamento, bem como baixas condições socioeconômicas, condições genéticas, histórico familiar de depressão, ou até mesmo experiências traumáticas durante esse período.

Caso a gravidez não seja planejada ou indesejada, as chances de depressão na gravidez também aumentam. Em último caso, até mesmo mulheres sem uma pré-disposição, em seu equilíbrio, podem desenvolver a depressão.

Sintomas da depressão na gravidez


Veja quais os sintomas de depressão na gravidez

  • Sono e alimentação:
  • Alguns destes sinais podem envolver problemas de sono e alimentação. Ou seja, a pessoa começa a ter problemas para dormir, ou sente sono demasiadamente. Sua alimentação também é atingida. Ou ela se alimenta de maneira compulsiva, ou perde totalmente o apetite.
  • Falta de disposição:
  • A energia e a libido também diminuem, e a paciente perde totalmente seu prazer em realizar suas tarefas e trabalho cotidiano, seja em casa ou trabalho profissional.
  • Pode ter sentimento de culpa:
  • Sentimento de culpa são bastante comuns durante uma depressão gestacional.
  • Sentimentos de pânico:Crises de ansiedade acompanhadas com sentimentos de pânico, principalmente associados às dúvidas sobre o bem-estar da criança, também podem se manifestar com essa doença.
  • Pensamentos suicidas:Mulheres grávidas com depressão podem desenvolver ideias suicidas, como se as ideias suicidas fizessem parte de seu cotidiano comum.

Existem alguns casos de mulheres que ficavam o dia todo no sofá chorando. Tudo parece ser mais difícil para elas.

Nesse caso, também vem a sensação do fracasso, já que algumas mulheres fazem um grande esforço para deixar a casa em ordem, e não conseguem realizar tarefas diárias por causa da doença.

Depressão na gravidez é uma preocupação que vem se tornando crescente

Os especialistas dizem que é bastante comum hoje em dia desenvolver depressão durante a gestação.

 E a maior preocupação em relação a esse ‘mal do século’ é que a depressão na gravidez não apenas afeta a mãe, como também pode afetar o feto em desenvolvimento, já que se torna uma doença passada de geração para geração.

Como a depressão na gravidez pode afetar o bebê?

De acordo com alguns especialistas, a depressão na gravidez pode causar uma influência no bem-estar da criança no início de sua vida, podendo proporcionar ao seu filho um sofrimento com estresse não apenas em seus primeiros anos, como também à medida que ele avança sua idade.

Essa descoberta foi realizada pelos pesquisadores do King’s College London, na Inglaterra.

A pesquisa foi feita com a participação de 106 grávidas com 25 semanas de gestação. Desta forma, 49 dessas gestantes, um pouco menos que a metade, apresentavam um quadro de depressão.

Para que a pesquisa pudesse oferecer os resultados desejados, as voluntárias ao estudo, junto aos seus filhos, tiveram um acompanhamento até o final da gestação, e durante 1 ano e meio após o nascimento da criança.

Os resultados dessa pesquisa então confirmaram aquilo que preocupa os médicos: alterações biológicas e comportamentais nas crianças que aparentemente estão associadas a doenças psiquiátricas.

Para realizar a pesquisa, os cientistas dosaram através de exames de sangue o nível das substâncias inflamatórias que estavam em circulação. Essa dosagem foi realizada na 27ª semana de gestação.

Após essa etapa ser concluída, na 32ª, foi calculada a quantidade de cortisol na corrente sanguínea. Este por sua vez é o hormônio liberado quando o corpo reage a situações de estresse. Essa coleta foi feita através da saliva gestantes. Ambas as medidas indicaram um impacto também físico da depressão.

Tratamentos para depressão na gravidez

Como sabemos, atualmente esse distúrbio é bastante comum e pode se manifestar em diversas gestantes, oferecendo ainda riscos para a saúde do bebê. Por isso, é importante que a gestante fique atenta aos primeiros sinais da depressão na gravidez. Assim que surgirem os primeiros sintomas, a futura mãe deve procurar uma orientação médica.

O especialista poderá diagnosticar a depressão e dar início a um tratamento que seja seguro para o bebê. Algumas mães que apresentarem um quadro de depressão talvez precisarão medicação como uma boa forma de tratamento.

De maneira alguma a gestante poderá se automedicar sem uma devida orientação e consulta médica. Isso poderá oferecer riscos não apenas para o feto, como para a saúde da própria mãe.

Por isso, é importante que seja feita toda avaliação médica, com acompanhamento pré-natal até o final da gestação, e até mesmo após o parto.

É importante também ter em mente que a depressão durante o período de gestação não deve ser ignorada, já que sabemos o quanto ela pode afetar a saúde física e integridade mental da criança e da mãe futuramente.

Além de tratamentos com especialistas, uma excelente recomendação que poderá ajudar a aliviar os sintomas destrutivos da depressão na gravidez é através de um desabafo. Isto é, conversar com amigos e também com seu companheiro. Interessante também conversar com seus familiares, aqueles que são de confiança para poder tirar um pouco do peso das costas.

Peça para seu companheiro dividir tarefas para que você possa descansar e diminuir sua carga de trabalho, reduzindo desta forma os níveis de estresse e aliviando o peso que os sintomas da depressão trazem para seu corpo, mente e coração.

É importante também livrar-se de toda sua culpa e ansiedade.

Hoje em dia vivemos em uma sociedade onde a pressão para ser a mãe perfeita é muito grande. Essa pressão também inclui o parto.

Essa pressão é causada pela idealização que a sociedade coloca sobre a mulher com o filho que está para nascer. É difícil suportar um peso desse sozinho. Por isso, livre-se da carga emocional e tenha uma gestação tranquila.

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