5 Razões Pelas Quais Algumas Pessoas Conseguem ser Veganas, Enquanto Outras Falham

5 Razões pelas Quais Algumas Pessoas Conseguem ser Veganas, Enquanto Outras Falham

O veganismo é uma ideologia que, embora tenha se tornado bastante popular nas últimas décadas, também é um tanto quanto controversa.

Os debates que envolvem o veganismo abrangem diversos indicativos ideológicos e assuntos que alguns concordam e outros dentro do movimento discordam.

Mas apesar das polêmicas que englobam o veganismo, a essência dessa ideologia, que hoje se tornou um estilo de vida, tem alguns pontos positivos que podem trazer mudanças para a vida de um indivíduo que aderir a ele.

O veganismo não apenas serve para quem luta pela causa animal, como também para aqueles que querem evitar consumir produtos de origem animais para fins de saúde.

Por isso, ele traz alguns benefícios importantes para o organismo. Entre eles, podemos citar:

  • Prevenção de câncer que pode ser causado pelo excesso de hormônios da carne vermelha;
  • Menores riscos de desenvolvimento de doenças cardíacas;
  • O veganismo também pode ajudar no emagrecimento saudável;
  • Prevenção de doenças associadas ao colesterol alto e diabetes;
  • Auxilia na saúde dos ossos;
  • Reduz o risco de doença de Parkinson;
  • Fortalece o sistema imunológico;
  • Controle de sobrepeso e obesidade;
  • Ajuda a desacelerar o envelhecimento precoce;
  • Ajuda também manter a saúde do trato digestivo;

Além disso, para quem adere à ideologia por uma causa do ecossistema, o veganismo é uma ideia sustentável, e evita a morte de diversos animais de seus abatedouros.

Mas com tantos benefícios, por que algumas pessoas ser veganas e outras não.

1. Deficiência da vitamina A

A vitamina A é uma das mais importantes quando se trata de nutrientes essenciais para o nosso organismo.

Ela contribui para a saúde ocular, fortalece o sistema imunológico, além de promover a saúde de nossa pele, entre diversos outros benefícios.

E ao contrário do que se diz, apenas vegetais não suprem a quantidade necessária dessa vitamina.

Isso ocorre porque os vegetais não contêm a vitamina A autêntica (retinol), mas sim os precursores dessa importante vitamina, que todos conhecemos como betacaroteno.

No fígado e no intestino, o betacaroteno é convertido em vitamina A através da enzima betacaroteno-15,15′-monoxigenase (BCMO1) – um processo metabólico que permite ao organismo a produção do retinol através do consumo de alimentos vegetais como batata-doce, ou cenoura por exemplo.

Em contrapartida, os alimentos de origem animal fornecem a vitamina A em forma de retinoides, o que significa que a conversão do BCMO1 não será necessária.

Mas a grande má notícia é que diversas mutações genéticas contribuem para a diminuição da atividade do BCMO1, impedindo desta forma a conversão de carotenoides.

Isso faz com que os alimentos vegetais não sejam suficientes para suprir as necessidades da vitamina A no organismo.

Isto é, dois polimorfismos que são bastante frequentes no gene BCMO1 (A379V e R267S) reduzem a conversão de betacaroteno em aproximadamente 70%.

No geral, aproximadamente 45% da população possui polimorfismos o que faz com que sejam considerados organismos “de baixa resposta” ao betacaroteno.

Isso significa que para estes indivíduos, uma dieta vegana pode não oferecer a quantidade de vitamina A necessária.

E os resultados de uma deficiência de vitamina A serão diversos:

  • Problemas de visão, entre eles a cegueira noturna,
  • Baixa imunidade,
  • Problemas dentários,

Entre outros.

 2. Microbioma intestinal e vitamina K2

O microbioma intestinal – a coleção de micro-organismos (bactérias essenciais para nossa digestão) que residem na região do cólon – é responsável por realizar uma quantidade estonteante de tarefas para o nosso processo digestivo.

E qual a influência disso na dieta vegana?

O microbioma intestinal desempenha uma grande função sobre como respondemos aos diferentes alimentos e sintetizamos nossos nutrientes específicos.

Ocorre que certas bactérias intestinais são fundamentais para sintetizar vitamina K2.

E diferentemente da vitamina K1, presente em grandes quantidades nos alimentos vegetais, a vitamina K2 está presente quase que unicamente nos alimentos de origem animal.

Logo, se o microbioma de algum indivíduo possui poucas bactérias que desempenham funções ligadas à vitamina K2 – seja por uso de antibióticos, fatores genéticos, ou fatores ligados ao meio ambiente – e os alimentos de origem animal são retirados da dieta, então os níveis de vitamina K2 caem de maneira drástica.

E o resultado disso é que aqueles que seguem uma dieta vegana sem a quantidade suficiente de bactérias responsáveis pela vitamina K2 estão sob riscos de alguns problemas de saúde.

Entre eles:

  • Dores de estômago;
  • Problemas de coagulação de sangue;
  • Hemorragias;
  • Calcificação excessiva nas nossas articulações;
  • Entre outros

3. Vitamina B12

São poucos os alimentos veganos que compõem a quantidade de vitamina B12 suficiente para o nosso organismo, entre eles estão os leites vegetais, outros produtos de soja, de alguns cereais.

E embora alguns veganos consigam chegar ao nível suficiente de vitamina B12 o qual o organismo necessita para manter a saúde, outros acabam não ingerindo essa quantidade suficiente.

Isso pode ocorrer por alguma falta de conhecimento nutricional sobre os alimentos que são ricos em vitamina B12, ou por outros motivos biológicos do organismo do indivíduo.

O que acontece é que a falta de vitamina B12 pode causar alguns fatores relacionados à saúde e bem-estar. Entre eles, podemos citar:

  • Anemia Perniciosa;
  • Excesso de cansaço e fadiga;
  • Formigamento nos pés e nas mãos;
  • Confusão mental e problemas de memória;
  • Problemas psíquicos, entre eles a depressão;
  • Algumas feridas na boca, bem como na língua também podem aparecer com frequência;
  • Perda de apetite;
  • Prisão de ventre;
  • Dificuldade na respiração;
  • Palidez cutânea;

 4. Tolerância Amilase e Amido

Embora existam algumas exceções, as dietas veganas tendem ao maior consumo de carboidratos.

Para ser mais exato em valores, uma rotina alimentar sem produtos de origem animal pode chegar a um valor aproximado de 80% de carboidratos.

Estes por sua vez são provenientes principalmente dos tubérculos, legumes, e especialmente os grãos ricos em amidos.

Embora a dieta vegana tenha um excelente registro para algumas pessoas no que consiste a redução de problemas cardíacos, nem todos conseguem alcançar esse resultado.

E novamente perguntamos por que essa diferença?

A resposta consiste no que sabemos que cada pessoa possui um biótipo diferente.

Outra explicação também pode estar associada à nossa saliva e nossos genes.

Explicaremos melhor:

Nossa saliva contém uma substância chamada alfa-amilase. Essa por sua vez é uma enzina que, por meio da hidrólise, tem a função de quebrar as moléculas de amido para glicose.

Dependendo da quantidade desse gene de amilase (AMY1) o qual carregamos em nosso corpo, combinado com outros fatores, como ritmos circadianos, estilo de vida, biótipo, etc., os níveis desse gene poderão variar de “pouco detectável” a 50% da proteína total em nossa saliva.

De modo geral, indivíduos cujo a cultura culinária está mais direcionada ao consumo de amido (tais como orientais) estão susceptíveis a transportarem cópias adicionais de desse gene (além de possuírem níveis mais altos de amilase salivar) do que aqueles cuja cultura está mais centrada das proteínas e gorduras provenientes dos produtos de origem animal.

E por qual motivo isso é importante e qual a influência desse processo na dieta vegana?

A produção de amilase tem um significativo impacto na forma como metabolizamos os alimentos ricos em amido – e estes alimentos induzem essa glicose a dois caminhos, no eixo, ou em um pico que pode ser totalmente prejudicial à saúde.

Quando indivíduos de baixo nível de amilase ingerem alimentos ricos em amido (principalmente os amidos refinados), elas tendem a elevar os níveis de glicose.

Com isso, os picos de açúcar no sangue chegam a níveis alarmantes e mais duradouros em comparação com pessoas com níveis naturalmente altos de amilase (45).

Além disso, aqueles que produzem amilase baixa sofrem com um elevado risco da conhecida síndrome metabólica.

O sobrepeso e obesidade também poderão ser alguns dos riscos presentes quando dietas de alto teor de amido são adotadas.

E de maneira resumida, os resultados desse processo podem ser prejudiciais à saúde já que podem provocar uma disfunção dos níveis de açúcar na corrente sanguínea, baixa saciedade e, como já mencionado, o ganho excessivo de peso.

5. Falta de proteínas

Para aqueles que aderiram uma dieta vegana, é sempre importante manter os níveis adequados e a quantidade de proteínas necessárias para que o organismo possa manter a saúde.

Como muitos de nós sabemos, os produtos de origem animal são mais ricos em proteínas em menores quantidades.

Além disso, nosso corpo tem maior capacidade de absorção de proteína animal do que proteínas vegetais.

Para os ovo-lacto vegetarianos, que ainda consomem leite e ovo em suas dietas, esse processo de absorção proteica será mais fácil.

Já em uma dieta estritamente vegetariana, que muitos consideram como uma dieta vegana, para algumas pessoas a quantidade de proteínas será escassa.

E por que isso acontece?

Os produtos com alto teor de proteínas de origem vegetal, como grãos e sementes são mais difíceis de serem encontrados, e o custo é maior, limitando o mercado vegano para pessoas com melhor aporte financeiro.

Ou seja, existem uma melhor acessibilidade aos produtos veganos de origem vegetal para algumas pessoas, enquanto para outras não.

A longo prazo, a escassez de proteínas no corpo humano acaba acometendo a saúde, causando alguns problemas, tais como:

  • Fadiga e cansaço;
  • Perda de massa muscular;
  • Fraqueza do sistema imunológico;
  • Prisão de ventre, gases e outros desconfortos intestinais;

Por estes motivos, pessoas sem um acesso fácil às proteínas vegetais acabam desistindo da dieta vegana.

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